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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Sintomas do transtorno bipolar


          O Transtorno Bipolar é caracterizado pela alternâncias entre dois pólos afetivos, um chamado "mania" que se refere ao período onde a pessoa está eufórica, e o outro de depressão, onde a pessoa se sente sem expectativa e muitas vezes mal sai da cama e realiza a higiene básica pessoal.

Os sintomas do transtorno bipolar alternam, dependendo se o paciente se encontra na fase de mania ou de depressão.

A fase maníaca dura de alguns dias a vários meses e pode apresentar os seguintes sintomas (mais agudos no transtorno tipo I e mais leves no tipo II e ciclotimia):

• Agitação ou irritação;
• Auto-estima elevada (delírios de grandeza, crenças falsas em habilidades especiais);
• Euforia, hiperatividade e falta de auto-controle. Há também uma diminuição da necessidade de sono;
• Comportamento imprudente, com todo tipo de excesso ao comer, beber, atividade sexual promíscua, gastos, etc.

Na fase de depressão, os sintomas mudam drasticamente e estão localizadas no extremo oposto:

• Mau humor todos os dias, com fadiga, desesperança, falta de autoconfiança e sentimentos de culpa;
• Dificuldade de concentração, tomada de decisões;
• Distúrbios alimentares, tanto anorexia como compulsão alimentar e ganho de peso;
• Distúrbios do sono, caracterizado por uma sensação de sonolência excessiva, mas incapaz de dormir;
• Pensamentos suicidas;
• Apatia em relação a atividades que são do gosto da pessoa, juntamente com o isolamento do ambiente em que vive, especialmente de amigos.
Às vezes, estas duas fases podem se sobrepor em algum ponto, ou ocorrer uma após a outra em um curto espaço de tempo. Este é o chamado estado misto.

TRANSTORNO BIPOLAR

O MAL QUE CORRÓI A ALMA. 

Dedico esta postagem a meu filho, que sofre de transtorno bipolar. Um bom menino transformado pela doença em uma pessoa atormentada.  E quero dizer, que junto deste transtorno veio o preconceito, o abandono, bullings, incompreensão, solidão, tristeza, desesperança, desamor...
Quero ajudar a todos que sofrem com este problema, que por causa da discriminação são condenados a se sentirem excluídos de uma sociedade devoradora de homens, que dita como viver e impõem regras que aumentam ainda mais o sofrimento da pessoa e a compreensão e da vida. E que na maioria das vezes levam estas pessoas às drogas, bebidas, suicídios por não encontrarem seu lugar na sociedade.



                  Lidar com um membro da família bipolar demanda compaixão, paciência e educação. Ao encontrar estas qualidades em si mesmo, você verá muitas vezes que elas têm um efeito dramático sobre a pessoa que sofre com o transtorno bipolar e a qualidade de seu relacionamento.

Passos

1. Entenda que esse transtorno bipolar é uma doença do cérebro. Isso significa que não é culpa da pessoa; é o mesmo que se essa pessoa tivesse um câncer. Se você partir deste ponto, isso pode ajudá-lo a ser mais compassivo.

2. Se um membro da família tivesse um ataque cardíaco, você não tentaria realizar a cirurgia de coração sozinho! Em vez disso, você iria a um cirurgião.  Peça ajuda profissional: transtorno bipolar deve ser tratado por um psiquiatra.

3. Aprenda a ver os comportamentos de seu familiar no contexto da doença. Por exemplo, se uma pessoa bipolar tornar-se irritada ou defensiva, frequentemente é um sintoma da sua doença. Isso requer paciência e compaixão.

4. Entenda que a doença provoca uma sensação de caos interno na pessoa que pode resultar em todos os tipos de comportamentos defensivos, controladores e destruidores. Permita-se imaginar o que seria acordar sem saber se nesse dia você estaria em depressão ou elevada a um estado frenético de energia. Tente demonstrar empatia com relação a isso.

5. Lembre-se de seus próprios comportamentos e de seus sentimentos internos por ele(a). Se você estiver ansioso ou irritado com essa pessoa ou com seu comportamento, isso será transmitido a ela. Pessoas com transtorno bipolar podem perceber ansiedade e raiva como ameaças, tornando-se assim defensivas.

6. Familiarize-se com os sintomas de mania e depressão. Por exemplo, uma pessoa que tagarela sobre si mesma de modo egoísta ou se vangloria é normalmente reconhecida como arrogante ou autocentrada. Esse comportamento em uma pessoa com transtorno bipolar é um sinal de mania, como muitos comportamentos irresponsáveis e arriscados que podem ser igualmente desagradáveis para você. Reconhecer que este é um sintoma da doença, e não um mau comportamento, pode ajudá-lo a ser mais compassivo.

7. Se possível, participe no tratamento da pessoa. Terapia familiar e apoio são uma parte integrante da qualidade de vida de uma pessoa com transtorno bipolar.

8. Elogie-os em uma base diária. Diga-lhes algo agradável sobre eles. E diga-lhes que você os ama. Se você não estiver confortável em fazê-lo, tente fazer alguma coisa para eles. Ex: dobrar suas roupas, lavar os pratos deles ou simplesmente ter mais paciência com eles.

9. Pense sobre si mesmo também. Seu bem-estar é tão importante quanto o da pessoa doente. Se a doença acaba se tornando um problema emocional para você, você não pode ajudá-lo! Além disso, você vai estar lidando com dois problemas. Assim, não se sinta culpado(a) por ter seus próprios problemas, sua própria felicidade e sua própria vida.